sábado, 15 de fevereiro de 2014

Celular/internet

Até parece que o Brasil é um país exclusiva e rigorosamente urbano. As tecnologias da comunicação, por exemplo, só para citar, estão praticamente todas voltadas para o habitante urbano. O brasileiro rural sofre pra se comunicar por celular e sinal de internet nem pensar. As tecnologias que atendiam essa área foram, inexplicavelmente, tiradas do mercado.
Por que? Será que o homem rural não precisa de todo esse aporte tecnológico para poder melhor desenvolver seu importante trabalho?

Será?

Educação e amor

Queiramos ou não, o grande limitante de atitudes mais enérgicas por parte dos pais é o medo. Medo de perder o amor dos filhos.
Crasso engano, pois o verdadeiro amor se explica melhor pela sinceridade, pela veracidade e pela lealdade do que pelo brinde, pelo permissionismo, e pelo biscoito do adestramento.
Educar é uma coisa  - adestrar é outra. Educar é comprometer-se, diferente disso é a própria cultura da indiferença. Educar é impor limites. Educar é estimular o amor próprio -  deseducar e incentivar o egoísmo. Vamos refletir!


Educação

Cobra-se cada vez mais da escola uma atitude educativo-repressiva, para colocar a gurizada no caminho certo. Cobra-se da escola o que a casa (lar) não tem dado: - limites, responsabilidade, senso social e acima de tudo respeito, pelas pessoas, animais, vegetais e coisas.
Sempre se disse – e com razão – que educação é um procedimento que exige duas rédeas: - uma da frustração outra da satisfação; uma do prêmio outra do castigo.
Mas hoje o que vemos é a condução da besta apenas com a corda do prazer, da satisfação, do brinde, do prêmio da compensação. Tudo flores -  nada de espinhos. Aparência enganatória, pois assim estamos produzindo uma tropa de desvalidos, inconscientes, inconvenientes e anti-sociais.
Educação começa em casa. A escola e a sociedade apenas complementam e reforçam ou não o que o individuo recebe no lar.
Assim sempre foi – e sempre será.


Temas perigosos I

Já perceberam que no universo eleitoralista raramente (para não dizer nunca) se aborda de frente – tipo sim ou não – temas polêmicos como aborto, pena de morte, eutanásia e outros (?).
Quem quer votos para se eleger precisa de “murismo” -  isto é, necessita de posição média que satisfaça a muitos e não descontente a todos. Assim é nosso sistema eleitoral, grosseira e exclusivamente quantitativo.
Em face do exposto até se entende o comportamento de candidatos que fogem como diabo da cruz de temas  controversos como aborto, eutanásia e pena de morte.
Os próprios “programas” partidários não dizem nada rigorosamente objetivo a respeito. De olho no voto e no poder, em nosso sistema, não podem abrir o jogo senão não se elegem – pois contentarão uns e correrão outros.

E ainda tem gente que  gosta de encher o peito e fazer ruidosos (e chatos) discursos sobre doutrina,  ideologia e outros fricotes. Pura conversa.

Fé pública

Esse tique obsessivo – compulsivo estatal de querer obrigar o cidadão a zelar pela própria segurança, já esta ficando chato.
Passou dos limites – terminou a brincadeira.
As pessoas estão sendo constrangidas ao próprio benefício: - é cintinho pra cá, é cadeirinha pra lá e por ai vai. Está certo isso?
Num primeiro momento é até comovente esse interesse todo por nosso bem estar. Nem de joelhos sobre grãos de milho por semanas faríamos penitencias de gratidão por tamanho zelo e dedicação.
Num segundo momento percebemos a ficção e a tragicomédia dessa encenação.
Se querem mesmo nossa segurança, qualidade de vida, preservação  da espécie, dignidade e respeitabilidade que garantam, então, nossa liberdade, com educação, saúde, lazer, segurança, menos tributos e melhores salários. Mas isso se faz – com atitude – com decisão corajosa e não com arroubos estatutários que só chateiam o cidadão e capinam seu bolso.
Se pudesse falar o cidadão, o eleitor, o contribuinte, pediria lideranças e não “enxeridos”. Mais estadistas e menos oportunistas.
Afinal – quem tem o direito de dizer o que é direito? E mais, quem tem o poder de dizer quem deve ter o direito de dizer quem tem direito?
E uma vez dito o direito – quem tem o poder de responder por ele e assegurar o dito?
E perante todos, que voz se impõe para dizer, o que, quem, como, quando, onde e porque?

Só a fé pública é capaz de tamanho prodígio. Resta saber se essa “fé” foi nascida e ungida na legitima vontade popular. Livre e consciente, de preferência.

Enxeridocracia

Esse tique obsessivo – compulsivo estatal de querer obrigar o cidadão a zelar pela própria segurança, já esta ficando chato.
Passou dos limites – terminou a brincadeira.
As pessoas estão sendo constrangidas ao próprio benefício: - é cintinho pra cá, é cadeirinha pra lá e por ai vai. Está certo isso?
Num primeiro momento é até comovente esse interesse todo por nosso bem estar. Nem de joelhos sobre grãos de milho por semanas faríamos penitencias de gratidão por tamanho zelo e dedicação.
Num segundo momento percebemos a ficção e a tragicomédia dessa encenação.
Se querem mesmo nossa segurança, qualidade de vida, preservação  da espécie, dignidade e respeitabilidade que garantam, então, nossa liberdade, com educação, saúde, lazer, segurança, menos tributos e melhores salários. Mas isso se faz – com atitude – com decisão corajosa e não com arroubos estatutários que só chateiam o cidadão e capinam seu bolso.

Se pudesse falar o cidadão, o eleitor, o contribuinte, pediria lideranças e não “enxeridos”. Mais estadistas e menos oportunistas. 

Canguru relapso

Um grupo de políticos australianos sustentou a tese de que as mães cangurus não estavam portando e transportando seus filhotes com total e plena segurança. Suas bolsas eram falhas. Era preciso intervir pelo bem e futuro da cangurusada. Seria urgente artificializar essa relação para, reforçando o zelo, garantir a segurança dos canguruzinhos e perpetuar a espécie. Seria fundamental criar uma sobrebolsa ou bolsa auxiliar, devidamente patenteada, inspecionada e licenciada, e obrigar seu uso -  doa a quem doer – (com rápidas e sutis exceções) – pelo bem do povo canguru. Eu prometo e tenho dito. Salve-se quem puder.
Ainda bem que isso é lá na longínqua Austrália. Ainda bem.