sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Higiene

Com tanta lei por ai bem que nossos legisladores poderiam proibir os anti-higiênicos açucareiros em  bares, lanchonetes, cafeterias e congêneres. No lugar desses prosaicos açucareiros, preferidos de moscas, espirros, manuseios, etc – usaríamos os famosos e higiênicos pacotinhos (saches) há muito disponíveis no mercado por preço bem acessível.
Sairíamos todos ganhando, no bolso, no paladar e na saúde.

Cadeirinhas 1

Está visto que essa “lei da cadeirinha” é mais um casuísmo do “cartório Brasil”.
É mais um dispositivo para manter o brasileiro comum sob o fio da espada estatal.
Como a humanidade conseguiu chegar até nossos dias sem a dita cuja cadeirinha?
Como não sucumbiram nossas crianças?
Um verdadeiro milagre! ...



Cadeirinhas 2

Se perguntar não ofende – vamos perguntar?

a)    Táxi está obrigado a ter cadeirinha?
b)    Quantas?
c)    Ônibus tem que ter cadeirinhas?
d)    Sendo um item obrigatório, os novos carros já virão com cadeirinhas de fábrica?
e)    Se aquela mãe desesperada, com um filho no colo, pedir carona até o pronto socorro, você dará, mesmo que não tenha cadeirinha no carro?
f)      Se você tiver criança no carro e não tiver cadeirinha será penalizado – mas se tiver cadeirinha sem criança o que acontecerá?
g)    Quem fiscalizará?
h)    Se você tem 4 filhos e o mais velho ainda precisar de cadeirinha, como fará para viajar com a família?
i)      Se você já tem 2 filhos, encomendará outro?
j)      E se vierem gêmeos?
l)      O guarda que vai te penalizar tem filhos pequenos?
m) Tem carro? Tem cadeirinha?
n)    Os deputados  que aprovaram essa lei também estão rigorosamente sob o império da mesma ou vão dar carteiraço?E finalmente – 
o) O condutor que não tiver cadeirinhas, reiterada e desrespeitosamente, pode acabar numa cadeirona – elétrica? 

Temas perigosos I

Já perceberam que no universo eleitoralista raramente (para não dizer nunca) se aborda de frente – tipo sim ou não – temas polêmicos como aborto, pena de morte, eutanásia e outros (?).
Quem quer votos para se eleger precisa de “murismo” -  isto é, necessita de posição média que satisfaça a muitos e não descontente a todos. Assim é nosso sistema eleitoral, grosseira e exclusivamente quantitativo.
Em face do exposto até se entende o comportamento de candidatos que fogem como diabo da cruz de temas  controversos como aborto, eutanásia e pena de morte.
Os próprios “programas” partidários não dizem nada rigorosamente objetivo a respeito. De olho no voto e no poder, em nosso sistema, não podem abrir o jogo senão não se elegem – pois contentarão uns e correrão outros.
E ainda tem gente que  gosta de encher o peito e fazer ruidosos (e chatos) discursos sobre doutrina,  ideologia e outros fricotes. Pura conversa.

Fé pública

Afinal – quem tem o direito de dizer o que é direito? E mais, quem tem o poder de dizer quem deve ter o direito de dizer quem tem direito?
E uma vez dito o direito – quem tem o poder de responder por ele e assegurar o dito?
E perante todos, que voz se impõe para dizer, o que, quem, como, quando, onde e porque?
Só a fé pública é capaz de tamanho prodígio. Resta saber se essa “fé” foi nascida e ungida na legitima vontade popular. Livre e consciente, de preferência.

Sistemas, regimes, etc.

Comunismo, socialismo, capitalismo, cooperativismo, associativismo, são, na verdade, sistemas ou regimes de natureza econômica. São meios e maneiras de produzir, prover e distribuir riquezas. São formas de encaminhar a satisfação das necessidades humanas, através de bens e serviços.
A ideologia – ou melhor o discurso ideológico perde força em face de circunstancias especiais e ou de condições inusitadas, sem falar em caso fortuito e força maior. Não há a rigor, nenhum sistema melhor ou pior que o outro – todos são eficientes ou falhos conforme a circunstancia, a situação e a contraprova real do comportamento social. O ideal seria usarmos o melhor de cada teoria, como quem compõe uma salada nutritiva, saborosa e atrativa, para melhor satisfazer as genuínas necessidades de uma sociedade justa, harmônica e produtiva.
A verdade é grandeza valiosa para pertencer a uma só ideologia. A pródiga mãe razão distribuirá, com equidade, seu leite de bom senso para saciarmos nossa fome de verdade.
Assim sempre foi, é e será, felizmente. Ausência disso é conflito e caos.

Assédios Telefônicos

É caso de policia o assédio que sofremos, cotidianamente, via telefone, por parte de seguradoras, cartões de credito, polishops e especialmente das próprias prestadoras de serviços telefônicos.

Ninguém tem sossego!
Um amigo, declaradamente contra toda essa modernidade tecnológica, sentencia: - “não atende, ora”.
Não é tão fácil assim. Hoje com toda essa conectividade e essa dependência informativa, ninguém resiste e sempre atende as chamadas. Atende até chamada desconhecida ou número bloqueado.
Convenhamos: - o homem é um animal curioso.
É de nossa natureza.É quase impossível não atender.
Ao atender vem toda aquela “chorumela” de vantagens e promessas.
Uma verdadeira invasão de privacidade.
E só querem nossa “assinatura vocal”.
Nossa concordância com as propostas (indecentes) de ganhos, vantagens, lucros e felicidade sem fim.
Durma-se com um barulho desses.
E quem nos defende?
Os governos sabem quando não pagamos ou atrasamos impostos – mas nunca sabem quem nos inferniza e o que nos chateia – por vias rigorosamente legais, pois devidamente concedidas e licenciadas pelo “poder público”.
Pode?

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Palmadas

Está claro que a lei proíbe pais de aplicarem a tradicional “palmadinha” nos filhos, pouco tem a ver com a preocupação e o zelo pela integridade física, moral e psicológica das crianças e muito tem a ver com a invasão na privacidade das famílias.

Ao se contestar a lei não se está pregando o império dos maus tratos e das punições medievais. A contestação procede como reação mínima esperada de quem sabe e honra a própria liberdade.

Essa intromissão do “Estado” é descabida e significativamente abusada. Funciona como balão de ensaio para outras (e mais radicais) intromissões no âmago das famílias. Um perigo e um
desaforo.