sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Cinto de segurança 1

Do jeito que vai corremos serio risco de prendermos o assaltante, não porque assaltou mas porque estava sem cinto de segurança.
Do jeito como alguns fiscais de transito fiscalizam esse item, como se fosse crime hediondo, perigamos perder os referenciais da prioridade nas questões do trato publico.
Daqui a pouco vamos pedir guilhotina para alguns distraídos que esquecem de colocar o cinto. E por estarmos tão ocupados com essa “insignificância”, deixaremos passar o essencial. Está certo isso?

Cinto de segurança 2


Trafegar nas estradas estaduais de Dom Pedrito é tarefa bem complicada. Muitos são os buracos e poucas são as placas de sinalização. Tem bastante fiscalização de transito e nenhum acostamento. Tem blitz e barreiras mas manutenção não tem.
E nesse cenário multa-se com prodigalidade por falta de cinto, por sinaleira que pifou, por extintor que venceu, por placa que sujou e por ai vai.
Acho que policia tem que policiar- esse é um direito de sua nobre missão.
Também acho que esse diletante servidor tem direito ao bom senso e, assim, possa julgar e deliberar conforme a situação e a circunstancia. Multar por questões comezinhas como essas aqui citadas, em vias que não oferecem mínimas condições é um abuso e uma detestável agressão ao bom senso. Até quando?

Florestal

É claro que é preciso cuidar do meio ambiente – incluindo o bicho homem que, como se sabe, faz parte desse meio.
Em nome da preservação está se editando um “código florestal” que mais parece um joguinho virtual, tipo vídeo game onde é possível fazer e desfazer á força de “clics”, uma porção de coisas.
“Bota um riozinho ali, mais um matinho acolá com bichinhos – agora colore – bota cascatinhas, cuidado com o jacarezinho e, por favor não acorda o preguiça sua anta”!...
A incompetência de quem não consegue deter o desmatamento criminoso da Amazônia ( patrimônio da humanidade) acaba produzindo ações de vingança e perseguição em áreas de reconhecida e comprovada vocação produtiva como a nossa, por exemplo. Aqui se cultiva a terra há séculos. Agora querem “desapropriar” vinte por cento disso. Em nome de que? De quem?
Quem vai cuidar dessa área?
O estado? Como? Quando? Onde?
E o pior é que o tal  “código” é apenas uma exibição de força para inglês ver.
Sem essa legislação (incumprivel) o capital europeu (eivado de culpas por agressões colonizadoras) não entra farto para o partilhamento político/empresarial.
É tudo um faz-de-conta – que só prejudica quem, de fato, trabalha e tem a consciência cívica e responsabilidade ambiental. E por isso mesmo não tem tempo de protestar fechando estradas e invadindo prédios públicos.
Lamentável.

Consumidor- direitos

Você comprou um celular. Pagou bem por ele mas em compensação ele tem um ano de garantia.
Antes que esse prazo finde o telefone deixa de funcionar. Você vai a loja que lhe vendeu o aparelho e pede o encaminhamento para conserto ou troca por novo celular. Atenção - a loja vendedora é co-responsável ou tem a chamada responsabilidade solidária nessa questão. Não adianta alguém dizer: “ah – estragou por mau uso”. – O ônus dessa afirmação é da loja e ou do fabricante: - eles é que terão que provar que você não soube usar seu telefone.
Abra o olho – tem muita gente que só quer vender, isto é, só quer os bônus e corre dos ônus.
Assim não dá! 

Acessibilidade

Por ação ou omissão – o poder publico permitiu que algumas calçadas de nossa cidade fossem (e são) verdadeiros obstáculos para pessoas com limitação de locomoção. Há calçadas com rampas que começam no meio-fio e ascendem até porta da garagem. Quem permitiu isso?
A troco de que?
Se está dificultando a acessibilidade de pessoas com sabida limitação de locomoção, as tais rampas devem ser desmanchadas sob severa ordem administrativa municipal.
Esse é o chamado poder de policia que se chamado constitui em direito/ dever da Administração.

Higiene

Com tanta lei por ai bem que nossos legisladores poderiam proibir os anti-higiênicos açucareiros em  bares, lanchonetes, cafeterias e congêneres. No lugar desses prosaicos açucareiros, preferidos de moscas, espirros, manuseios, etc – usaríamos os famosos e higiênicos pacotinhos (saches) há muito disponíveis no mercado por preço bem acessível.
Sairíamos todos ganhando, no bolso, no paladar e na saúde.

Cadeirinhas 1

Está visto que essa “lei da cadeirinha” é mais um casuísmo do “cartório Brasil”.
É mais um dispositivo para manter o brasileiro comum sob o fio da espada estatal.
Como a humanidade conseguiu chegar até nossos dias sem a dita cuja cadeirinha?
Como não sucumbiram nossas crianças?
Um verdadeiro milagre! ...



Cadeirinhas 2

Se perguntar não ofende – vamos perguntar?

a)    Táxi está obrigado a ter cadeirinha?
b)    Quantas?
c)    Ônibus tem que ter cadeirinhas?
d)    Sendo um item obrigatório, os novos carros já virão com cadeirinhas de fábrica?
e)    Se aquela mãe desesperada, com um filho no colo, pedir carona até o pronto socorro, você dará, mesmo que não tenha cadeirinha no carro?
f)      Se você tiver criança no carro e não tiver cadeirinha será penalizado – mas se tiver cadeirinha sem criança o que acontecerá?
g)    Quem fiscalizará?
h)    Se você tem 4 filhos e o mais velho ainda precisar de cadeirinha, como fará para viajar com a família?
i)      Se você já tem 2 filhos, encomendará outro?
j)      E se vierem gêmeos?
l)      O guarda que vai te penalizar tem filhos pequenos?
m) Tem carro? Tem cadeirinha?
n)    Os deputados  que aprovaram essa lei também estão rigorosamente sob o império da mesma ou vão dar carteiraço?E finalmente – 
o) O condutor que não tiver cadeirinhas, reiterada e desrespeitosamente, pode acabar numa cadeirona – elétrica? 

Temas perigosos I

Já perceberam que no universo eleitoralista raramente (para não dizer nunca) se aborda de frente – tipo sim ou não – temas polêmicos como aborto, pena de morte, eutanásia e outros (?).
Quem quer votos para se eleger precisa de “murismo” -  isto é, necessita de posição média que satisfaça a muitos e não descontente a todos. Assim é nosso sistema eleitoral, grosseira e exclusivamente quantitativo.
Em face do exposto até se entende o comportamento de candidatos que fogem como diabo da cruz de temas  controversos como aborto, eutanásia e pena de morte.
Os próprios “programas” partidários não dizem nada rigorosamente objetivo a respeito. De olho no voto e no poder, em nosso sistema, não podem abrir o jogo senão não se elegem – pois contentarão uns e correrão outros.
E ainda tem gente que  gosta de encher o peito e fazer ruidosos (e chatos) discursos sobre doutrina,  ideologia e outros fricotes. Pura conversa.